sábado, 19 de janeiro de 2019

Cafeteira lixo zero

Bom dia!

Este é o meu primeiro artigo na nova categoria "Ecologia", da qual vos tinha falado no início do mês, espero que gostem!! :) Não hesitem em deixar um comentário.

Quem me segue no Instagram, já deve ter visto esta publicação que tinha feito sobre a cafeteira francesa, que é uma cafeteira lixo zero.

O movimento lixo zero é uma iniciativa criada pela Bea Johnson, uma francesa que mora nos  Estados Unidos, e que visa a redução quase completa dos resíduos produzidos por cada família. Parte do principio que melhor do que reciclar é mesmo reduzir o lixo ao máximo.

Este movimento tornou-se muito popular mundialmente durante os últimos anos e contribuiu bastante a alertar as consciências (especialmente dos citadinos) para a enorme quantidade de lixo que produzimos e que é quase sempre evitável.

Isto foi para a explicação do termo "lixo zero".
Devo confessar que não sou adepta ativa deste movimento, no sentido de que não tenho nenhum objetivo concreto de redução de lixo nem tomo medidas drásticas como a Bea Johnson.

No entanto, tudo o que toca à natureza e ao ambiente é algo que me interessa bastante e sou sensível à problemática do excesso de lixo (sobretudo de plástico!) que produzimos na sociedade atual de consumo, apenas em nome do conforto e da rapidez. Se estiverem atentos às histórias dos nossos pais e avós, notarão que não há muito tempo atrás, os artigos usados e o estilo de vida era muito mais sustentável e o lixo que se produzia era mesmo pouco ou quase todo reciclável. Aliás, havia mesmo o hábito quase automático de recuperar/reparar o máximo de objetos possível, que eram feitos de materiais mais duráveis (como vidro, tecido, etc.). Claro que cada época tem as suas vantagens e desvantagens, longe de mim a ideia de promover uma espécie de nostalgia ou de criticar o mundo moderno como um todo.

Apenas me parece que podemos conjugar melhor o conforto moderno com o respeito pela natureza. Adotámos, com o tempo, comportamentos que não são nada indispensáveis e que se podem muito bem melhorar sem prescindir ao conforto ao qual estamos habituados (como por exemplo, utilizar sacos de tecido para as compras em vez de sacos de plástico de utilização única).
Este exemplo dos sacos ilustra perfeitamente o tipo de pequenos gestos que decidi promover aqui no blog porque são medidas bastante fáceis e acessiveis a todos, sem perturbar de maneira drástica o modo de vida de cada um.

Pequenos gestos que fazem a diferença.

Com isso na mente, sempre que posso, tento limitar o meu impacto nesse sentido e vou tomando algumas medidas modestas no meu quotidiano.

Um bom exemplo disso é esta cafeteira francesa que utilizo diariamente para fazer o café do meu pequeno-almoço e que não produz lixo, visto não ter filtro de papel.



Já a utilizo há vários anos e estou muito satisfeita com o resultado.

O café fica muito bom, com uma ligeira espuma e com os aromas bem vivos.

A intensidade depende naturalmente da quantidade de café que se mete. Eu gosto do café forte e por isso meto 11 gramas de café moído (idealmente moagem média - a moagem fina é mais indicada para as máquinas de espresso) para aproximadamente 30 ml de água (para o pequeno-almoço).

Mas como funciona esta cafeteira?

É bem fácil. Pelas fotos, já dá para adivinhar e estou certa que a maioria de vocês já conhecem este tipo de cafeteira.

Basta pôr o café moído dentro do recipiente, encher com água a ferver, mexer com uma colher durante alguns instantes (idealmente 1 minuto), deixar repousar durante 4 minutos e cobrir com a tampa. A última etapa é empurrar a prensa para baixo para separar a borra. O café fica em cima e pronto a ser servido.



A grande vantagem desta cafeteira, para além de ser rápida e fácil de usar, é realmente o facto de não usar filtros descartáveis e por isso não produzir lixo.

Depois de cada utilização, basta lavar a cafeteira com água e sabão (pode ir ao lava-loiça).

A borra do café é evidentemente biodegradável e até pode ser usada como fertilizante natural para plantas e jardins (eu pessoalmente meto na terra da minha horta) ou como exfoliante para cara e corpo (que pode esfregar diretamente na pele quando a borra estiver fria e retirar com água - já experimentei e gostei bastante).

Outra vantagem é que nem precisa de eletricidade para funcionar e pode levá-la para qualquer lado.

Estou completamente conquistada e faz agora realmente parte integrante do meu dia-a-dia.

E você? O que acha da ideia?

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