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quinta-feira, 19 de setembro de 2019

Cápsulas de café reutilizáveis

Olá a todos!

Hoje não é dia de receita. Hoje é dia de mais uma pequena sugestão para produzir menos lixo e menos poluição no nosso quotidiano.

Como sabem, não sou adepta de mudanças muito radicais e apenas tento mudar pequenas coisas que realmente fazem a diferença mas que continuam a ser práticas e que não exigem muito esforço.
Hoje decidi falar-vos das cápsulas de café reutilizáveis.

Aqui em casa, adoramos café e não dispensamos um bom expresso ao fim do almoço. Já vos tinha falado num artigo anterior (AQUI) sobre a cafeteira lixo zero que uso para os nossos cafés do pequeno-almoço. Neste artigo, vamos falar das cápsulas para fazer expressos.

Já não é supresa para ninguém o facto das cápsulas de café terem um impacto considerável no meio ambiente visto serem descartáveis e feitas de aluminio. O aluminio até nem é das piores matérias visto poder ser reciclado inúmeras vezes. No entanto, nem todas as regiões possedem instalações que possam reciclar as cápsulas em aluminio (têm apenas os dispositivos habituais para as latas) e a maior parte delas acabam infelizmente em descargas.

Para além disso, melhor que reciclar é mesmo reduzir o consumo de artigos descartáveis.
E foi isso que decidimos fazer aqui em casa. Já há alguns meses que comprámos cápsulas reutilizáveis compativeis com a nossa máquina de café e estamos muito satisfeitos.


Não só por motivos ecológicos mas também por podermos escolher o café que gostamos mais e ir sempre mudando. E no final, até fica muito mais em conta. 
Confesso que ainda temos algumascápsulas da marca original para desenrascar quando for preciso mas o consumo delas diminuiu drásticamente, já não se compara! Estou a mencionar este detalhe para vos mostrar que mesmo pequenas mudanças fazem-se de forma gradual e não gosto de radicalizações. Não é porque agora tenho cápsulas reutilizáveis que vou banir completamente todas as outras. No nosso caso, é este o equilibrio que encontrámos e que nos convém, cada um faz como bem entende ;)

Voltando às cápsulas, como podem ver, existem 2 tipos, ambos em inox.

Foto tirada do site Aliexpress






A primeira foto é um tipo de cápsula que não produz mesmo lixo nenhum porque tem uma tampinha que se enrosca e as outras utilizam apenas uma fina pelicula de aluminio (o lixo que produzem é muito reduzido comparado às cápsulas originais). 

Depois de serem usadas, basta retirar a pelicula (que deve ser deitada no recipiente que vai para a reciclagem) ou a tampa e enxaguar para retirar o café. 

No nosso caso, aproveitamos esse café para usar mais tarde como fertilizante nas plantas ou na horta. Vamos despejando as cápsulas para um recipiente fechado que é guardado num sítio fresco e vamos usando o café conforme precisamos.


Como referi, a grande vantagem destas cápsulas, para além de serem mais ecológicas, é que podemos usar o tipo de café que desejamos.

Por exemplo, ultimamente comprámos um grande saco de café brasileiro (em grão) e depois vamos moendo a quantidade que necessitamos para encher as cápsulas. O gosto é muito diferente do café das cápsulas originais e gostamos imenso. E o facto do café ser moído na hora (ou algumas horas antes) faz muita diferença a nível dos aromas.

E, como é óbvio, sai muito mais barato compar um saco de café em grão que porções individuais. O único inconveniente é que tem que se reservar alguns minutinhos para moer e encher as cápsulas.É tão bom o cheirinho a café moído que fica na cozinha!

Caso não tenha tempo de preparar as cápsulas diáriamente, como é o nosso caso, faça como nós e prepare-as ao fim de semana. Depois arrumamo-las na caixinha das cápsulas e ficão prontas a usar a qualquer momento do dia ao longo da semana. 


A nível da espuma, notámos que as cápsulas com a pelicula de aluminio (as da direita na foto anterior) fazem mais espuma que as outras com a tampa de enroscar, e o café fica mesmo igual ao das cápsulas descartáveis.



Espero que gostaram deste artigo e sintam-se à vontade para comentar e contar-me o método que preferem para fazer o vosso cafézinho ;)

Até à próxima!

quarta-feira, 6 de março de 2019

Palhas reutilizáveis

Segundo a Agência Europeia para o Ambiente, cerca de 100 milhões de toneladas de lixo terminam nos oceanos e as palhinhas de plástico estão no top 10 do lixo marinho mais encontrado nas limpezas costeiras.

Uma estimação de Greenpeace calcula que nos Estados-Unidos, 500 milhões de palhas são usadas e deitadas fora cada dia (57 milhões no Canadá).

Dá que pensar.

As palhas de plástico não são recicláveis e são feitas de matérias derivadas do petróleo, que demora dezenas de milhões de anos a formar-se na natureza, para serem usadas em apenas alguns segundos ou minutos ao consumir uma bebida.

Aqui em casa, era algo que nos perturbava bastante e decidimos comprar palhas reutilizáveis em inox.


Este tipo de palhas reutilizáveis são cada vez mais fáceis de encontrar e são uma verdadeira alternativa para reduzir o lixo de plástico.

A nível da utilização, não se nota nenhuma diferença, são muito agradáveis e basta limpar com a escovinha para eliminar os resíduos que possam ficar dentro da palha (demora literalmente 2 segundos) antes de meter na máquina de lavar loiça (ou lavar à mão com água e sabão).

Como tinha explicado, este tipo de artigos são apenas sugestões e ideias muito simples e sem pretenção alguma, para partilhar pequenos gestos acessíveis a todos mas com grande impacto na proteção da natureza :)


sábado, 19 de janeiro de 2019

Cafeteira lixo zero

Bom dia!

Este é o meu primeiro artigo na nova categoria "Ecologia", da qual vos tinha falado no início do mês, espero que gostem!! :) Não hesitem em deixar um comentário.

Quem me segue no Instagram, já deve ter visto esta publicação que tinha feito sobre a cafeteira francesa, que é uma cafeteira lixo zero.

O movimento lixo zero é uma iniciativa criada pela Bea Johnson, uma francesa que mora nos  Estados Unidos, e que visa a redução quase completa dos resíduos produzidos por cada família. Parte do principio que melhor do que reciclar é mesmo reduzir o lixo ao máximo.

Este movimento tornou-se muito popular mundialmente durante os últimos anos e contribuiu bastante a alertar as consciências (especialmente dos citadinos) para a enorme quantidade de lixo que produzimos e que é quase sempre evitável.

Isto foi para a explicação do termo "lixo zero".
Devo confessar que não sou adepta ativa deste movimento, no sentido de que não tenho nenhum objetivo concreto de redução de lixo nem tomo medidas drásticas como a Bea Johnson.

No entanto, tudo o que toca à natureza e ao ambiente é algo que me interessa bastante e sou sensível à problemática do excesso de lixo (sobretudo de plástico!) que produzimos na sociedade atual de consumo, apenas em nome do conforto e da rapidez. Se estiverem atentos às histórias dos nossos pais e avós, notarão que não há muito tempo atrás, os artigos usados e o estilo de vida era muito mais sustentável e o lixo que se produzia era mesmo pouco ou quase todo reciclável. Aliás, havia mesmo o hábito quase automático de recuperar/reparar o máximo de objetos possível, que eram feitos de materiais mais duráveis (como vidro, tecido, etc.). Claro que cada época tem as suas vantagens e desvantagens, longe de mim a ideia de promover uma espécie de nostalgia ou de criticar o mundo moderno como um todo.

Apenas me parece que podemos conjugar melhor o conforto moderno com o respeito pela natureza. Adotámos, com o tempo, comportamentos que não são nada indispensáveis e que se podem muito bem melhorar sem prescindir ao conforto ao qual estamos habituados (como por exemplo, utilizar sacos de tecido para as compras em vez de sacos de plástico de utilização única).
Este exemplo dos sacos ilustra perfeitamente o tipo de pequenos gestos que decidi promover aqui no blog porque são medidas bastante fáceis e acessiveis a todos, sem perturbar de maneira drástica o modo de vida de cada um.

Pequenos gestos que fazem a diferença.

Com isso na mente, sempre que posso, tento limitar o meu impacto nesse sentido e vou tomando algumas medidas modestas no meu quotidiano.

Um bom exemplo disso é esta cafeteira francesa que utilizo diariamente para fazer o café do meu pequeno-almoço e que não produz lixo, visto não ter filtro de papel.



Já a utilizo há vários anos e estou muito satisfeita com o resultado.

O café fica muito bom, com uma ligeira espuma e com os aromas bem vivos.

A intensidade depende naturalmente da quantidade de café que se mete. Eu gosto do café forte e por isso meto 11 gramas de café moído (idealmente moagem média - a moagem fina é mais indicada para as máquinas de espresso) para aproximadamente 30 ml de água (para o pequeno-almoço).

Mas como funciona esta cafeteira?

É bem fácil. Pelas fotos, já dá para adivinhar e estou certa que a maioria de vocês já conhecem este tipo de cafeteira.

Basta pôr o café moído dentro do recipiente, encher com água a ferver, mexer com uma colher durante alguns instantes (idealmente 1 minuto), deixar repousar durante 4 minutos e cobrir com a tampa. A última etapa é empurrar a prensa para baixo para separar a borra. O café fica em cima e pronto a ser servido.



A grande vantagem desta cafeteira, para além de ser rápida e fácil de usar, é realmente o facto de não usar filtros descartáveis e por isso não produzir lixo.

Depois de cada utilização, basta lavar a cafeteira com água e sabão (pode ir ao lava-loiça).

A borra do café é evidentemente biodegradável e até pode ser usada como fertilizante natural para plantas e jardins (eu pessoalmente meto na terra da minha horta) ou como exfoliante para cara e corpo (que pode esfregar diretamente na pele quando a borra estiver fria e retirar com água - já experimentei e gostei bastante).

Outra vantagem é que nem precisa de eletricidade para funcionar e pode levá-la para qualquer lado.

Estou completamente conquistada e faz agora realmente parte integrante do meu dia-a-dia.

E você? O que acha da ideia?

quinta-feira, 3 de janeiro de 2019

Um novo assunto para 2019!

Olá a todos!

O tempo passa a correr, já estamos em 2019!

Quem diz ano novo, diz novas resoluções e novos objetivos.

Pessoalmente, não sou muito de ter novas resoluções, até porque em geral só duram uma semana (LOL).

Mas este ano decidi abrir uma nova categoria aqui no blog sobre Ecologia, com algumas dicas e pequenos gestos que podemos integrar no nosso quotidiano para respeitar mais o ambiente e a natureza e viver de maneira mais sustentável.

Não pretendo nunca dar conselhos a ninguém nem autoproclamar-me defensora do ambiente, até porque as poucas medidas que tomo nesse sentido são realmente pequenas.

No entanto, é um assunto que me interessa muito e achei que seria engraçado partilhar convosco este tipo de artigos.

Sobretudo, espero que me deixem os vossos comentários e as vossas dicas! Afinal este blog é para ser um lugar de partilha e de inspiração :)

E se cada um mudar algo no seu quotidiano, mesmo que seja pequeno, estou segura que fará alguma diferença.

Até porque quem diz respeitar a natureza, diz respeitar a si próprio. Quando poluímos menos ou utilizamos menos produtos químicos, o nosso corpo só agradece!

Obrigada de antemão pelas vossas visitas e fica aqui o convite aberto. Fiquem à espreita, o primeiro artigo não vai tardar!  E podem também visitar-me no Instagram (@andreiarepresas), onde faço publicações mais regulares.

Tudo de bom para cada um de vocês!
Andreia